Fluminense e Flamengo vão se enfrentar às 18h30 deste domingo, no Maracanã, pela 11ª rodada do Brasileirão, depois de o clássico ter sido mantido após consulta do Rubro-Negro ao rival sobre um possível adiamento. Os dois clubes enviaram ofício à CBF pedindo a mudança de data, e a decisão veio depois de o Flamengo demorar mais que o esperado para chegar ao Rio de Janeiro, vindo de Cusco, no Peru, após a estreia na Conmebol Libertadores.
José Boto disse que houve um acordo entre as partes para a realização do jogo hoje e afirmou que o adiamento foi melhor para o espetáculo, para o futebol brasileiro e para a saúde dos jogadores. “Pelo bem do espetáculo e pela saúde dos jogadores, houve um acordo entre os clubes para realizar o jogo hoje”, declarou. Ele também disse estar certo de que o confronto deste domingo será melhor do que seria no dia anterior.
Leonardo Jardim adotou tom parecido ao tratar da mudança. Para o treinador, o principal efeito foi dar mais um dia de treino às duas equipes. “Sinceramente acho que o tema devia ser que as duas equipes treinaram mais um dia”, disse. Jardim acrescentou que o Fluminense também saiu beneficiado, porque ganhou mais tempo de trabalho e descanso, com jogadores poupados voltando à equipe.
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O caso ganhou ainda mais peso porque o Palmeiras informou que enviará ofícios à CBF para questionar decisões e diferenças de tratamento entre os clubes. O time paulista ficou irritado com a mudança de data do clássico e com a ausência de efeito suspensivo para Abel Ferreira, e a reação adiciona uma camada de desgaste a uma decisão que, no fim, nasceu de entendimento entre Flamengo e Fluminense, não de imposição unilateral.
O Fla-Flu deste domingo termina cercado por uma discussão que vai além do Maracanã. De um lado, os clubes dizem ter buscado preservar o jogo e os atletas; de outro, a irritação do Palmeiras mostra que a régua para as decisões da CBF segue sendo contestada por quem se sente tratado de forma diferente.





