Remo recebe o Cruzeiro neste sábado, às 18h30, no Baenão, com a missão de transformar a boa atuação recente em resposta no Campeonato Brasileiro. Léo Condé quer a equipe com marcação forte, atenção aos tabelamentos e um nível de concentração que não dê margem a erro contra um adversário que costuma punir qualquer vacilo.
A ausência de Taliari por três semanas mexe na frente, e João Pedro, Poveda e Alef Manga aparecem como opções se o treinador optar por um centroavante. A formação mais provável mantém Marcelinho, Tchamba, Marllon e Mayck na defesa, com Zé Welison, Zé Ricardo e Patrick como três volantes e Yago Pikachu fazendo a ligação entre o meio e o ataque, num 4-3-3 desenhado para segurar o ritmo do jogo e acelerar nas poucas brechas.
O confronto chega num momento em que o Remo tenta retomar a recuperação na Série A depois de ter exibido uma atuação coletiva forte contra o Bahia, na Copa do Brasil. A equipe retomou a evolução após a partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, e encontrou na Fonte Nova um bloco de marcação compacto, sustentado por duas jogadas decisivas que mudaram o rumo do duelo.
Essa é a parte que ainda não combina por completo com o plano. O time mostrou organização e agressividade fora de casa, mas agora volta ao Baenão sabendo que a margem para repetição de erros é pequena. Contra o Cruzeiro, o que decidirá o jogo não é a posse por si só, e sim a capacidade de manter o bloco curto, fechar os corredores e executar sem hesitação quando a bola cair nos pés de quem pode acelerar a transição.
Para Remo, a noite de sábado é menos sobre enfeitar a atuação e mais sobre confirmar que a reação tem base real. Se a marcação encaixar e a equipe errar pouco, o jogo pode consolidar a sequência de recuperação que o clube busca na Série A. Se a estrutura falhar cedo, o esforço recente corre o risco de virar apenas um bom retrato de um momento ainda instável.